Se achavas que o Titanic se afundou por causa de um iceberg gigante, desengana-te. 100 anos depois do desastre que matou mais de 1500 pessoas na madrugada de 15 de abril de 1912, durante a viagem inaugural entre Southampton (Inglaterra) e Nova Iorque (EUA), os cientistas encontraram a verdadeira culpada da catástrofe: a Lua.
Donald Olson, Físico da Universidade do Texas e coordenador de uma equipa de astrónomos forenses, acredita que a Lua pode estar na origem da movimentação do iceberg que entrou em rota de colisão com o que a comunicação social da altura classificou como “indestrutível” Titanic, na madrugada de 15 de abril de 1912. Em primeiro lugar, os investigadores ficaram intrigados pelo facto do oficial comandante Edward Smith – o mais experiente e cuidadoso comandante da companhia de navios inglesa White Star Line, devido às diversas viagens que tinha feito pelo Oceano Atlântico – não se ter precavido em relação à presença dos gigantes pedaços de gelo. Mas e por que não? Porque os icebergs da Gronelândia (os que embateram no Titanic) costumam ficam presos em águas rasas e só podem continuar a deslizar em direção sul quando derreterem o suficiente para uma maré alta os libertar, disse Olson.
Para mostrar como é que tantos icebergs flutuaram inesperadamente para o Sul de forma a colidir com o Titanic, o oceanógrafo Fergus Wood explicou que, em janeiro de 1912, a Lua pode ter originado marés tão altas que os icebergs da região se desprenderam muito mais do que o habitual e flutuaram até as rotas de navegação mais a Sul.
Olson disse ainda que a 4 de janeiro de 1912, a Lua e o Sol ficaram alinhados de tal forma que a atração gravitacional foi reforçada entre eles. Ao mesmo tempo, aconteceu entre a Lua e a Terra a maior aproximação dos últimos 1400 anos e que o ponto de maior aproximação ocorreu durante seis minutos de lua cheia. Surpreendido? Fica ainda a saber que a pesquisa de Olson concluiu igualmente que, para atingir as rotas de navegação em meados de abril, o iceberg que embateu no Titanic deve ter-se fragmentado na Gronelândia, em janeiro de 1912. A maré alta provocada pela combinação inacreditável de eventos astronómicos foi, aparentemente, suficiente para desprender os icebergs e fazê-los deslizar na rota de navegação do Titanic.
A viagem inaugural que acabou mal
O Titanic, construído nos estaleiros da Harland and Wolff (Belfast, Irlanda do Norte), foi o maior e mais luxuoso navio de passageiros da sua época – além da famosa escadaria, possuía caríssimos móveis, elevadores, painéis de madeira esculpidos, bibliotecas, cabeleireiros e um restaurante especial chamado Café Parisien. Na noite de 14 de abril de 1912, durante a viagem inaugural, entre Inglaterra e Nova Iorque, chocou com um iceberg no Oceano Atlântico, afundando-se 2h40 depois, já na madrugada do dia 15 de abril de 1912.
Em 1985, uma expedição oceanográfica liderada por Robert Ballard descobriu o local do naufrágio os destroços do Titanic submersos a 3800 metros de profundidade.
Curiosidade Mórbida?
14 anos antes da trágica viagem do Titanic, o escritor Morgan Robertson escreveu um livro intitulado (1898), que narra a história de um navio de um navio chamado Titan, considerado indestrutível, que numa noite fria de abril, durante a sua viagem inaugural, choca com um iceberg, afundando-se logo de seguida. O mais assombroso é que tanto o número de mortes referido na história, como a capacidade do navio fictício e a falta de barcos salva-vidas do Titan eram exatamente iguais às do Titanic. Para muitos, não passou de uma estranha e arrepiante coincidência. Para os mais supersticiosos, terá sido mesmo uma premonição.
Titanic em 3 dimensões
O Titanic foi tema de muitos filmes, entre os quais “Saved from the Titanic” (1912), “Titanic” (1943), “Titanic” (1953), “A Night to Remember” (1958), “S.O.S. Titanic” (1979), “Raise the Titanic!” (1980) e o mítico “Titanic” (1997) dirigido por James Cameron e protagonizado por Leonardo Di Caprio e Kate Winslet. Este último “Titanic” tornou-se o maior êxito de bilheteria da história do cinema americano e mundial até “Avatar”. Arrecadou também 11 Óscares, número que só iguala os filmes “Ben-Hur” (1959) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003).
De forma a celebrar o centenário da partida do Titanic, abril é mês de recordar o filme de James Cameron em versão cinematográfica 3D. Não percas!
[ Foto: New York American | seeker401.files.wordpress.com | titanicmovie.com ]

