Ser grande na EPCI

“Pensar Maior” é o nome escolhido para ilustrar as Jornadas da Comunicação e Criatividade, da Escola Profissional de Comunicação e Imagem (EPCI), que agora chegam à 19ª edição. Com o Auditório da Secundária de Camões, em Lisboa, completamente cheio, deu-se início a um evento de dois dias, que se espera pleno de imaginação, inovação e criatividade.

Fátima Rodrigues, diretora pedagógica da EPCI, foi a primeira a intervir, explicando que o nome foi escolhido pela ligação entre a Escola e o mercado de trabalho, pela preocupação com as competências pessoais e técnicas dos jovens. “Inovar e ser criativo é pensar maior”, afirmou.

Já Maria Teresa da Costa Macedo, Presidente da EPCI, quis acrescentar uma palavra ao slogan: “Pensar e Realizar Maior”. Está há 19 anos a participar nas Jornadas, “com o mesmo entusiasmo”, graças aos alunos e, sublinha, às famílias desses alunos – “não há estudantes empenhados sem as famílias, esta Escola também é delas”.

A EPCI está perto de chegar aos 25 anos e Maria Teresa da Costa Macedo não tem dúvidas das vitórias alcançadas e da “estabilidade que criámos dentro do sistema educativo”. Acredita tanto no projeto que preparou uma agradável surpresa: “decidimos comprar mais um prédio para ter um novo estúdio de audiovisual e multimédia. É do melhor e mais moderno que se faz em Portugal”. Operadores, produtores e realizadores juntam-se para mostrar aos novatos como se faz, em contexto de trabalho.

Maria Teresa da Costa Macedo conclui com um apelo a todos os presentes: “se vocês não realizarem os vossos projetos, Portugal fica parado”.

Antes disso, contou algumas curiosidades acerca da EPCI, em tempos que já lá vão

  • A EPCI foi uma das primeiras Escolas Profissionais do país e, nos anos 80, quando foi criada, “recaíam grandes tabus sobre este tipo de ensino e pensava-se que as mulheres e os homens de Portugal tinham todos de ser doutores”.
  • “Os preconceitos prejudicavam as escolhas, mas nós sabíamos, pela experiência de outros países, que o mais importante eram as opções que se tomavam, num quadro que devia passar pela inovação”.
  • “Exigimos e reivindicámos, porque ninguém queria formação profissional no sistema educativo. Agradecemos ao antigo Ministro da Educação Roberto Carneiro e ao antigo Secretário de Estado do Ensino Joaquim de Azevedo”.
  • O nascimento da EPCI prendeu-se com a vontade de dar alternativas aos jovens. “Precisavam de outras áreas que não eram oferecidas na altura e, portanto, a Comunicação, a Imagem, a Multimédia, o Marketing… Tudo isto eram áreas novas, que as Universidades não integravam”.
  • “Foram anos em que já tínhamos um projeto para Pensar Maior”. Maria Teresa da Costa Macedo lembra ainda que era pedido aos professores, “já nesta altura”, licenciaturas e mestrados: “alguns não tinham os canudos, mas tinham aquilo que é mais importante nestas áreas: a aprendizagem da vida”.

[Foto: Paulo Fortunato]

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