Para um futuro bem situado

O que te faz lembrar Geografia? Um mapa de Portugal onde estão assinalados os rios, os cabos e as serras? Pois fica a saber que estudar Geografia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH – UNL) significa poder vir a trabalhar em locais que vão muito “para além da Administração Pública, central e local, onde muitos dos seus quadros superiores e chefias são oriundos da NOVA”, já que “as grandes e médias empresas também procuram os geógrafos da NOVA: Nokia, Refer, Novabase, TMN, EDP, Municípia, etc”, como refere Maria José Roxo, professora e coordenadora Departamento de Geografia e Planeamento Regional da FCSH.

“A Geografia no quadro da FCSH e, de uma forma mais alargada, no âmbito dos estudos universitários de Geografia em Portugal destaca-se pela diversidade de perspetivas e pelo caráter interdisciplinar, com a valorização de domínios como os Sistemas de Informação Geográfica e Detecção Remota, Ambiente e Planeamento Biofísico, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Económico Regional e Local”, começa por explicar a docente, adiantando que esta preocupação com a formação dos alunos é recompensada no final, já que “o mercado de trabalho tem vindo a solicitar técnicos superiores com formação e competências nestas áreas, privilegiando aqueles que demonstram ter uma consciência sócio-espacial na análise de problemas e pesquisa de soluções. A formação em Geografia pela NOVA, como muito frequentemente é reconhecida, proporciona a formação para mercados de trabalho emergentes como é o caso do oferecido por empresas nacionais implantadas no estrangeiro (Brasil e Angola, entre outros países, são disso exemplo)”, remata Maria José Roxo.

As saídas profissionais de quem acaba por cursar Geografia nesta instituição de Ensino Superior de renome são variadas, passando pela “colaboração como técnicos qualificados na estruturação e desenvolvimento de Sistemas de Informação; colaboração nos domínios do Planeamento e Ordenamento do Território, nomeadamente no que respeita à produção de estudos e documentos cartográficos a diferentes escalas: nacional, regional e local; participação em estudos na área do Ambiente e Gestão de Recursos Naturais; envolvimento em trabalhos no domínio dos estudos de estratégia, quer no que concerne ao desenvolvimento económico e social a várias escalas de análise, quer no que se interliga com as perspetivas de integração europeia”, exemplifica a docente.

Prepara-te para a ‘cooperação ativa’

A entrada no Superior significa o “predomínio da exigência de reflexão teórica”, “uma maior capacidade de abstração”, “um maior recurso às fontes bibliográficas, quer em quantidade, quer em diversidade” e uma “maior necessidade de domínio teórico-prático das técnicas e metodologias”, por exemplo, salienta a coordenadora Departamento de Geografia e Planeamento Regional da FCSH. “A relação com os docentes passa a ser no âmbito de uma aprendizagem marcada pela ‘cooperação ativa’. Os estudantes devem desenvolver autonomamente as suas pesquisas, contando com os docentes para apoio na prossecução das suas tarefas científicas”, conclui Maria José Roxo, lembrando ainda que é na Universidade que “o estudante aprende a gerir os seus diferentes tempos: o do estudo e do trabalho, o do lazer, o da cultura, o do estar com os amigos (entre o Facebook e o “real”). Há, portanto, uma aprendizagem da responsabilidade crescente como preparação para a vida do trabalho e uma cultura de proximidade frequente com colegas provenientes de muitos outros países do mundo, sobretudo da Europa, por via do programa ERASMUS”.

[Foto: Maria José Roxo]

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