Aprender fazendo

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É este o lema que acompanha a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja desde o início dos seus quase 30 anos de atividade e de integração na comunidade. Esta orientação tem revelado ser cada vez mais atual, e é isso mesmo que esta escola quer continuar a fazer e a proporcionar aos seus alunos.

O projeto educativo
A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja (ESA) está organizada em várias áreas de intervenção – a Agricultura, a Proteção do Ambiente, as Tecnologias dos Processos Químicos e as Agroindústrias. Inserida nesta organização está uma estratégia de fileira de formação que garante aos estudantes desta instituição a aprendizagem ao longo da vida, e que se inicia com os cursos técnicos superiores profissionais (TeSP), passando depois para os cursos de primeiro ciclo (Licenciatura) e depois para os cursos de segundo ciclo (Mestrado). Todos estes momentos formativos estão encadeados numa progressão de especialidade e de área temática.

Cada uma destas áreas de intervenção é abordada de forma integrada e não isolada, porque a ESA entende não ser possível formar técnicos em agricultura sem noções de ambiente ou de valorização dos produtos agrícolas, por exemplo. Esta perspetiva reflete-se nas competências que os alunos desta escola adquirem na prestação de serviços e nas atividades de investigação e de experimentação, experiências práticas que vão muito além da formação curricular e que são verdadeiras mais-valias. Assim, os estudantes conseguem ganhar consciência dos problemas que afetam o tecido empresarial da região e compreender as soluções que se procuram.

A inovação
O desenvolvimento de tecnologia inovadora é uma das características diferenciadoras da Escola Agrária. A Diretora, Maria Margarida Pereira, destaca uma delas: A produção de corretivo enriquecido em fósforo a partir de água residual. “Em termos gerais, consiste na utilização de uma precipitação química, usando a cal e as águas residuais da indústria de queijarias. É um processo eficiente, económico e de fácil aplicação para obter fertilizantes para a agricultura, que serão ricos em fósforo e azoto. Estas substâncias têm um aspeto amarelado, são fáceis de secar por processos naturais, e são um produto de fácil aplicação e de baixo custo, que vai responder a muitos dos desafios que se colocam aos nossos pequenos agricultores, e também aos produtores destas águas residuais – as pequenas e as médias queijarias”, explica.

Neste momento, há já duas patentes registadas e uma submetida a aprovação, associadas a tecnologias inovadoras da ESA:
– A patente para o tratamento de águas residuais da indústria de queijaria mediante processos de precipitação química e biodegradação;
– A patente para o tratamento para a afinação de águas residuais pré-tratadas da indústria de queijo em zonas húmidas artificiais, através de uma planta específica;
– A patente submetida para o método de produção de pão com elevador teor de amigo resistente.

Os serviços
A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja tem uma forte componente de prestação de serviços, e todos eles são importantes na sua contribuição para o desenvolvimento económico da região. Alguns dos mais impactantes são:
– O Centro de Inspeção Periódica de Pulverizadores, muito procurado pelos agricultores e empresas da região, porque ser agora proibido utilizar pulverizadores em qualquer atividade agrícola que não tenha tido um parecer favorável no processo de inspeção. Este serviço permite aos agricultores fazer as devidas correções no seu equipamento;
– Os ensaios de técnicas e de operações culturais para a empresa Macfarlan Smith. Têm sido feitos vários ensaios, desde densidades de sementeira à utilização de vários herbicidas, de acordo com as necessidades da empresa;
– Um catálogo alargado de análises – terras, plantas, alimentos, águas de consumo, águas de rega e águas residuais – para agricultores, empresas e câmaras municipais. Em função dos resultados das análises, a ESA informa e aconselha sobre a fertilização dos solos.

O futuro dos alunos
Os antigos alunos da Escola Superior Agrária de Beja estão espalhados de norte a sul do país, e alguns até trabalham no estrangeiro, todos eles nas suas áreas de formação – seja a Agricultura, as Agroindústrias ou o Ambiente. Estas são algumas das empresas onde podemos encontrá-los:
– Na área da Agricultura – a Herdade Grande, a Herdade dos Grous, a Casa Agrícola Cortes de Cima e a Vitacress, entre outras;
– Na área das Agroindústrias – a Sonae, a Dan Cake, a Delta Cafés e a Fundação Eugénio de Almeida, entre outras;
– Na área do Ambiente – as Minas do Alentejo, a Administração Regional de Saúde do Alentejo, a Agência Portuguesa do Ambiente e o Zmar Eco Experience, entre outras.

Nestas empresas, os ex-alunos da ESA ocupam uma grande variedade de cargos, como sejam o de Diretor de Research & Development, de Técnico de Qualidade, de Diretor de Desenvolvimento, de Enólogo, de Bolseiro Investigador, de Técnico de Laboratório e de Consultor, entre muitos outros.
Há ainda ex-alunos a trabalhar em associações de agricultores, por conta própria, em cooperativas agrícolas e em várias câmaras municipais.

[Fotos: Instituto Politécnico de Beja]

Esta publireportagem é parte integrante do Guia de Acesso ao Ensino Superior 2017/18 da Mais Educativa, disponível para consulta aqui.

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