Para bom entendedor meio gesto basta

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“Amizade, tudo o que somos, tudo o que partilhamos, tudo o que sonhamos está nas tuas palavras”. É poesia e torna-se ainda mais bela quando declamada… Através do gesto.

Foi isso que fizeram os alunos surdos da Escola Básica Eugénio de Andrade, em Paranhos, tomando de assalto o espaço “Projeta o teu futuro”, do Ministério da Educação e Ciência, na QUALIFICA.

“Pela poesia, os alunos surdos podem exprimir o seu eu a forma como veem e sentem o mundo…”, são as palavras de Olinda Cardoso, uma das professoras que veio com as turmas da escola, a convite da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE).

Visivelmente orgulhosa do trabalho dos jovens do 9º ano e do Curso de Educação e Formação (CEF), a professora explica que a Escola Básica Eugénio de Andrade preconiza o ensino bilingue. Nesta escola, os alunos têm como primeira língua a Gestual e só depois vem o Português e o Inglês.

 

Esta foi só mais uma das atividades que a escola leva a cabo para promover a inclusão. As mãos mostram que, para eles, isto é quase canja e os olhos não disfarçam o gozo que lhes dá. “Gosto muito de participar nestas iniciativas. Gosto de partilhar poemas, de escrever poemas…”, diz-nos uma das alunas que assumiu o papel de declamadora.

A mesma jovem levou, o ano passado, para Paranhos, o 2º lugar conquistado no concurso “Palavra, dita e feita”, promovido pela Fundação EDP e as Produções Fictícias. O primeiro prémio também foi conquistado pela escola, que levou a concurso jovens surdos e ouvintes com gosto pela Literatura e pela Poesia.

[Fotos: Pedro Amaro]

 

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